O MEDO E A ASCENSÃO

2019 foi um ano muito importante para muitos de nós, extremamente significativo em várias áreas da vida. Mas se pudesse resumir tudo o que aconteceu em uma única frase, diria que 2019 foi o ano de desafiar os medos. Desafiar justamente aquilo que evitamos por muito tempo. Como uma criança que passa o ano todo estudando e morre de medo no dia da prova, duvidando se está realmente pronta.

Como todo final de ciclo, somos chamados para participar de algumas provas. Essas provas nos ajudam a compreender em quais pontos precisamos melhorar e em quais aspectos realmente fomos bem, nos dando confirmações de que estamos prontos para seguir adiante.

Estas provas não são impostas por nenhum agente externo, senão o resultado de nossas escolhas e do histórico das experiências vividas por nossa alma, que são: nossa consciência, composta pelos 4% do que conhecemos, somados a uma parte dos 26% que formam nossos níveis sutis de consciência. Esse percentual é composto pelas experiências que temos em níveis astrais e diferentes realidades espirituais.

Me permita explicar um pouco esse conceito, para quem não tem conhecimento da teoria sobre a composição do universo, antes de seguir com o assunto. Os 4% de matéria bariônica representam toda a matéria física conhecida. Ou seja, nosso corpo físico, nosso cérebro e, consequentemente, nossa capacidade cognitiva abrangem no máximo esses 4%. 26% se referem à matéria escura, que em teoria não interage diretamente com a matéria bariônica, mas seu efeito é percebido devido às alterações gravitacionais que afetam a matéria visível. Fazemos então um paralelo com os mundos e realidades espirituais, por onde nossa alma passeia, trazendo informações, percepções e ativações para nosso corpo físico e nossa consciência. E os 70% restantes seriam compostos de Energia Escura, ou todo o composto energético restante, inalcançável à nossa percepção e conhecimento, mas que podemos imaginar sendo toda forma de criação multidimensional que compõe os níveis ainda mais elevados da Criação, sustentando as consciências e toda manifestação da Vida.

Voltando à questão inicial. Sim, nós seres humanos temos medo. Fomos moldados pelo medo e somos controlados por ele. Medo de sermos abandonados (de novo) por aqui, medo de não existirem salvadores nem mestres, nem ninguém que tenha a menor ideia do caminho a seguir. Temos medo de estarmos jogados num mundo de exílio à nossa própria sorte. Temos medo de não sermos bons o suficiente para padrões que sequer conhecemos, porque nascemos e morremos diversas vezes dentro de um padrão torto de conduta onde o que vale é o poder.

Temos medo de olhar para dentro e não encontrar nada. Temos medo de que toda essa conversa sobre espiritualidade e sobre o “outro lado” não passe de estória pra dormir, ou pra fazer de conta que existe alguém que se preocupe. Temos medo de sermos subjugados, usados, abusados, enganados, traídos.

Temos medo da morte. Temos medo da vida.

Afinal, temos só 4% de consciência sobre o que realmente existe “do outro lado”. Nos outros 26% e além.

Fomos ensinados nos últimos milênios um conjunto de dogmas que orientaram a humanidade até outro dia:

  • A ideia do deus único que tudo vê e tudo sabe.
  • A ideia do pecado original e a necessidade de um salvador e que um dia ele irá voltar para resgatar os escolhidos, justificando todas as mazelas humanas.
  • A ideia de que existem representantes vivos na Terra que possuem a voz de Deus.
  • A ideia de que Ele teria deixado alguma coisa escrita.
  • A ideia de justiça divina.
  • A ideia de que só na Terra existe vida. E vida inteligente.

E quando nos damos conta de que absolutamente nada disso é verdade e não faz sentido algum, muitos se vêm sem chão, sem a base sobre a qual todas as suas crenças foram construídas. E é natural sentir medo.
Afinal, estamos quebrando dentro de nós mesmos os contratos e padrões de aprisionamento. Só que muitos preferem ficar onde estão. Como nas histórias contadas pelos antigos escravos que mesmo depois de terem sido libertos preferiram ficar nas senzalas, pois não tinham ideia do que fazer com sua liberdade.

Mas em todas as etapas deste despertar existe desconfiança. Principalmente o medo de trocar seis por meia dúzia. De repetir padrões dogmáticos, devocionais. De trocar o santo, mas a reza ser a mesma.
Por esse motivo, quando estamos dispostos a mudar, naturalmente criamos resistências. Afinal, são anos e anos acumulando memória celular, padrões psíquicos e emocionais de submissão, dependência.

Há algum tempo publiquei um texto que se chama “Sistema Tecnológico Corpo+Espírito” – Se você não leu ainda, leia.

É importante fazer uma reflexão com relação ao medo, pois ele está ligado diretamente ao nosso sistema que utilizamos como forma de aprendizado. Portanto, existe o aspecto positivo que nos faz avaliar riscos e evitar possíveis perigos, como várias espécies de animais desenvolvem seus sistemas de alerta para evitar e fugir de predadores. Ou seja, o medo racional.

Mas existe também o método de educação através da dor, criando um sistema de defesa que impede o indivíduo de se mover ou fazer algo contra seu controlador com medo da punição. E o medo irracional criado a partir da memória celular e elementais negativos.

Carregamos, portanto, em nosso sistema operacional humano os programas de medo ligados à preservação da vida e aos métodos de controle psíquico e emocional instalados pelos deuses do passado e por grupos que detém o Poder planetário, como meios de controle de massa.

Retornando então ao tema inicial sobre as provas que passamos de tempos em tempos. Muitos sabem que o ser humano possui uma alma conectada a outras almas irmãs, provenientes de seu Eu Sou, que é uma consciência coletiva que se desdobrou em várias almas para ter diferentes experiências na materialidade. Cada alma deve retornar ao seu Eu Sou levando as informações adquiridas e enquanto 80% dessas almas não retornarem, esse Eu Sou também não pode ascensionar em direção à sua Mônada – que é a fase seguinte no processo ascensional. Leia aqui.

Portanto, nosso Eu Sou é o regulador de suas almas desdobradas em diferentes mundos e realidades. Muitas almas presas na materialidade precisam ser reintegradas ao seu Eu Sou e infelizmente, muitas estão em mundos de exílio como o Planeta Terra, que possui um sistema reencarnatório quebrado, impedindo a ascensão humana através de sua própria consciência, criando sistemas de falsos deuses, religiões, seitas, para que o ser humano acredite que não é capaz ou digno de ascensionar por si só.

O nosso Eu Sou é uma grande consciência coletiva interessada em absorver informação. E nossas almas irmãs que estão em níveis superiores, estão nos auxiliando nesse processo de despertar e aceleração consciencial, pois chegamos num ponto sem volta, onde todo o Sistema Solar está passando por grandes transformações. Estamos sendo chamados de volta, pois como um trem, nosso Eu Sou precisa seguir viagem (estamos em cima da hora).

Entenda o seguinte: o medo é um sentimento liberado pelo nosso sistema endócrino, pela glândula suprarrenal, que gera adrenalina e noradrenalina, contraindo músculos, vasos sanguíneos, alterando nosso batimento cardíaco. Responsável também pelo stress e por várias doenças relacionadas. Portanto, o medo é só nosso.

Nossos amparadores, guias, mestres espirituais, por não ocuparem um corpo físico – e muitos também por nunca terem encarnado como humanos – não estão nem aí para o nosso medo.

O que importa nesse processo é que não fiquemos parados esperando por salvadores, naves, ou qualquer outro mecanismo de salvação. Mas despertemos para nossa própria capacidade de interação com a espiritualidade. Estamos conectados à origem primordial através de nossa própria alma e se não desafiarmos nossos medos, não seremos capazes de descobrir essa conexão, pois a entregamos a terceiros.

Um exemplo interessante sobre esse processo de despertar: somos como uma cebola. Não adianta tirar apenas a casca, achando que já despertou. Cada camada que é retirada através de nosso trabalho interno de quebra de contratos, limpezas, mudanças de padrões, nos convida a ir mais fundo. Removendo camada após camada, até chegarmos ao núcleo interno que nos mostra nossa verdadeira origem, quem realmente somos.

Estas são as provas que enfrentamos periodicamente. Somos nós mesmos, nossa consciência superior que nos convida a continuar. Quando achamos que chegamos a algum lugar confortável, achando que já sabemos o suficiente, nosso Eu Sou ou Eu Superior nos dá um gentil tapinha no bumbum dizendo: “já descansou um pouquinho? Então levanta, porque a jornada não acaba aqui…”

Tá com medo? Vai com medo mesmo, mas vai.

Finalizando… (ufa!) faça uma reflexão neste final de ciclo: o quanto seu medo é real, ou apenas uma desculpa para não olhar para dentro e ver o que realmente importa?

NÃO DEIXE QUE O MEDO DETERMINE SEU DESTINO

Ao compartilhar, mencione a fonte http://www.terapeutasquanticos com o link do post e a autoria de Eliana Rocca

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