COMO INTERROMPER O CICLO DE PENSAMENTOS NEGATIVOS OU “RUMINAÇÃO”

Texto traduzido e adaptado por Eliana Rocca – fonte: THE BEST BRAIN POSSIBLE

Mesmo que você não saiba o que é ruminação, tenho certeza que você faz isso com frequência. Talvez até muito mais do que deveria!

O que é ruminação e por que fazemos isso?

Basicamente, ruminar é pensar em algo repetidamente. É quando sua mente se agarra a um problema e fica refletindo sobre ele sem nenhum objetivo ou benefício real. Ruminar é cansativo, estressante, um desperdício de seu tempo e recursos mentais.

A maioria dos pensamentos ruminantes são sobre coisas problemáticas, negativas ou perturbadoras. A ruminação é a parte de seu cérebro responsável pela resolução de problemas e planejamento, apenas tentando fazer seu trabalho – só que um pouco entusiasmado demais. Embora seja verdade que essas habilidades avançadas do seu cérebro sejam essenciais para superar as dificuldades da vida, ao ruminar, você leva essas habilidades executivas ao extremo. As pessoas costumam passar horas ruminando sobre a mesma coisa sem nenhum resultado produtivo.

A ruminação é o cérebro que tenta instintivamente resolver um problema, entender algo, mudar uma realidade que você não está pronto para aceitar ou descobrir o que aconteceu de errado. A ruminação satisfaz temporariamente o seu cérebro porque lhe dá algo a fazer sobre um problema, uma situação inaceitável ou as circunstâncias problemáticas. Na realidade, isso cria um looping, fazendo você se sentir pior e sem realizar nada de útil.

Seu cérebro e seu corpo respondem aos seus pensamentos

A ruminação mantém o cérebro e o corpo reagindo como se o evento – o insulto, a dor, o pânico – estivesse acontecendo naquele momento. Traz uma emoção passada ou futura para o seu presente e sujeita seu corpo a ele repetidamente.

Está cientificamente comprovado que apenas pensar em algo faz com que seu cérebro libere neurotransmissores, mensageiros químicos que permitem que ele se comunique com suas partes e do sistema nervoso. Os neurotransmissores controlam praticamente todas as funções do seu corpo, desde hormônios à digestão, passando a se sentir feliz, triste ou estressado. Os pensamentos que passam por sua cabeça mudam até mesmo suas células e genes.

  • Se você continuar relembrandoo o erro que cometeu no trabalho, com quais elementos químicos você acha que está inundando seu corpo repetidamente e como você acha que estão fazendo você se sentir?
  • Você não consegue parar de reviver a cena em que seu parceiro diz que está tudo acabado e ele vai te deixar. Você acha que os neuroquímicos que seu cérebro libera continuamente estão ajudando ou prejudicando você física e emocionalmente?
  • Se você fica pensando continuamente que não pode pagar a dívida da casa, o que significa que provavelmente você terá que se mudar, você acha que seu cérebro está produzindo neuroquímicos que ajudam a manter a calma e a racionalidade?

A pesquisa é muito clara. A ciência confirma que as pessoas que passam muito tempo ruminando têm muito mais chances de desenvolver problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade e TEPT (transtorno de estresse pós-traumático). Foi o maior indicador de ansiedade e depressão no maior teste online do Reino Unido sobre estresse.

Ruminação X Introspecção Saudável

Você pode estar se perguntando como, então, resolver problemas ou aprender com as experiências, se não puder pensar nelas. Não estou sugerindo que você “apenas pense positivo” e ignore ou afaste pensamentos dolorosos ou perturbadores sobre coisas com as quais precisa processar ou lidar. Isso também não é saudável!

Alguma introspecção é super saudável. Você tem que deixar sua mente refletir sobre experiências desafiadoras e desagradáveis ​​ocasionalmente. É assim que você aprende e cresce emocionalmente e apresenta soluções e ideias. De fato, é mais provável que soluções e ideias criativas surjam de um cérebro que aplica pensamento inconsciente a um problema, em vez de utilizar uma abordagem criteriosa utilizando apenas seu cérebro analítico.

Mas há um limite saudável entre ignorar os problemas e se envolver em ruminações prejudiciais. A introspecção está explorando algo construtivamente – consciente e atentamente – de uma maneira que gera novos padrões de pensamento, novos comportamentos ou novas possibilidades. Ruminação é apenas rescuscitar situações emocionais antigas e mergulhar ainda mais em uma mentalidade negativa. Aqui está o que Rick Hanson, autor do Cérebro de Buda: A Neurociência Prática da Felicidade, Amor e Sabedoria tinha a dizer sobre a diferença:

“Para mim, a principal diferença é se o processo de reflexão é produtivo. A introspecção é produtiva, a ruminação não é: é repetitiva, negativista e muitas vezes auto-flagelante – e, portanto, um importante fator de risco para ansiedade e depressão.”

Auto-distanciamento quebra o ciclo da ruminação

Muitas pessoas caem na ruminação quando tentam processar suas emoções ou resolver um problema. Eles podem ficar “presos” em padrões negativos repetindo as mágoas do passado sem avançar em direção a soluções ou sentimentos de resolução. Uma das melhores maneiras de refletir sobre circunstâncias difíceis sem ficar preso no ciclo emocional da ruminação é uma habilidade chamada “auto-distanciamento”. Uma mudança de perspectiva pode ter um impacto benéfico na maneira como você pensa, sente e se comporta.

Uma perspectiva auto-distanciada, em oposição a uma perspectiva auto-imersa, exige que você dê um passo para trás e veja a si mesmo e a circunstância objetivamente. Pesquisas mostram que quando as pessoas se afastam quando discutem assuntos desafiadores, elas entendem melhor suas reações, experimentam menos sofrimento emocional e exibem menos sinais fisiológicos de estresse. Experimentos revelaram que as pessoas tiveram reatividade reduzida ao lembrar os mesmos eventos problemáticos mais tarde. Eles também eram menos propensos a se envolver em pensamentos ruminantes.

O auto-distanciamento leva a uma auto-reflexão mais produtiva e adaptativa ao processar experiências negativas. Estudos com crianças sugerem que o auto-distanciamento os ajuda a reconstruir um evento angustiante de uma maneira que fornece alguma percepção e encerramento, em vez de apenas repetir os detalhes emocionalmente perturbadores.

Pesquisas adicionais descobriram que o auto-distanciamento tinha outros benefícios psicológicos, incluindo uma redução de pensamentos e comportamentos agressivos e sentimentos de raiva, além do aumento no funcionamento executivo e a capacidade de gerenciar melhor os conflitos de relacionamento .

Quatro maneiras de praticar o auto-distanciamento

Aqui estão quatro maneiras de praticar o auto-distanciamento:

Projete um observador:

Imagine uma mosca na parede e observe sua experiência desafiadora. Ou imagine como um amigo atencioso poderia responder depois de observar silenciosamente sua situação. Os resultados de um estudo recente também revelaram o poder de injetar mentalmente um personagem-modelo no contexto difícil. Por exemplo, quando crianças de cinco anos imaginaram o Batman no meio de uma situação angustiante e se perguntaram: “O que o Batman faria?”, Eles foram capazes de se auto-distanciar com mais eficiência.

Evite usar o pronome “EU”:

Concentre-se no uso de pronomes na terceira pessoa – ele, ela, eles – ao se envolver em conversas pessoais. Essa simples mudança de linguagem pode ser a forma mais útil de auto-distanciamento. Quando os participantes da pesquisa usaram seus próprios nomes e / ou utilizaram pronomes que não são da primeira pessoa durante a conversa interna, eles conseguiram ver os estressores sociais como desafiadores (e superáveis), em vez de ameaçadores e provocadores de ansiedade.

Escreva sobre isso:

Crie uma narrativa pessoal significativa que o ajude a dar um passo atrás e entender um evento negativo. Os participantes da pesquisa que praticaram “escrita expressiva” sobre situações angustiantes (em vez de simplesmente pensar nelas ou escrever sobre outros tópicos não emocionais) foram capazes de se auto-distanciar mais efetivamente. Além disso, os escritores que demonstraram uma perspectiva de auto-distanciamento também usaram menos pronomes em primeira pessoa e palavras de emoções negativas, incluindo mais palavras causais, como “porque” ou “por que” em seus escritos.

Concentre-se no seu futuro:

Uma nova área de pesquisa em auto-distanciamento explora o poder do distanciamento temporal. Pergunte a si mesmo: “Como eu me sentiria sobre isso daqui uma semana ou daqui a dez anos?” Essa forma de viagem mental no tempo pode ser eficaz porque nossa atenção é desviada de nossas circunstâncias imediatas e concretas. Uma simples percepção da passagem do tempo (isto é, o conceito de impermanência) também pode apoiar nossa recuperação emocional.

Nota do Terapeutas Quânticos e Holísticos:

Além das recomendações acima, para mudar padrões repetitvos você pode utilizar conjuntamente técnicas de respiração e meditação, imaginando-se ou projetando-se fora da situação traumática, imaginando-se como seu próprio mentor pessoal. O que seu mentor te diria ou como ele veria determinada situação? Esta também é uma forma de comunicação intuitiva com seus guias pessoais.

E para os alunos do Método Omrom e da Rometria (Cura Quântica Estelar), uma dica útil. Durante seu ancoramento e auto-aplicação, solicite aos seus mentores e guias pessoais que o ajudem na resolução de uma determinada situação ou problema. E utilize os símbolos* de transmutação para resignificar o trauma ou problema, além dos símbolos de harmonização psíquica e cerebral para baixar os níveis de stress e ansiedade. Fique alguns minutos em meditação, imaginando-se fora da situação problemática, permitindo que seus níveis de stress sejam reduzidos e confiando em sua conexão e guias espirituais. O resultado virá em pouco tempo. Logo você estará pensando… “por que eu não fiz isso antes?

*É proibido divulgar e compartilhar os símbolos da Rometria. E apenas os facilitadores autorizados por Rodrigo Romo podem ministrar o Método Omrom, sintonizando os alunos nesta egrégora. Marcelo Souza é facilitador autorizado, além de intrutor de novos facilitadores.

PRÓXIMOS CURSOS: CONSCIÊNCIA QUÂNTICA E MÉTODO OMROM NÍVEL II

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