A “SÍNDROME” DA LARGADA

Já ouviu falar da “Síndrome” da Largada?

Imagine um atleta, um corredor, nadador ou piloto, por exemplo, que viva 100% de seu tempo pronto para largar. Em pleno estado de atenção, com todos os seus músculos tensionados e prontos para aquele microssegundo crucial. Ele não larga, mas se mantém indefinidamente neste estado de alerta extremo.

Imaginou? Se um atleta permanecer por mais de alguns minutos neste estado, certamente teria que recomeçar seu preparo, se refazer completamente. Pois depois de vários minutos seus músculos ficariam tão tensos que ele começaria a ter dores lombares e cervicais. Seus músculos ficariam fracos. Sua atenção se dispersaria em poucos minutos. Seu estômago seria tomado pela tensão, pois seu fígado se intoxicaria pela raiva contida que se traduz na impulsão necessária para a competição. Consequentemente sua cabeça começaria a doer e seus olhos ficariam turvos. Sem considerar a frustração da espera e a tensão entre todos os participantes que esperam o mesmo momento.

Agora imagine um ser humano médio, que tem que viver neste mesmo estado de alerta todos os dias…

Boa parte da humanidade está sendo guiada pela necessidade de superação, de ter mais e ser melhor a cada dia. De mostrar para os outros a imagem do sucesso e da felicidade. Não existe nada de errado em querer ter uma vida melhor e se tornar numa pessoa melhor. O problema está na distorção dos valores relacionados à imagem de sucesso.

Um atleta gasta pelo menos 80% de seu tempo se preparando e 20% competindo. Enquanto que o ser humano moderno gasta 80% de seu tempo em plena competição, mas sem necessariamente completar a prova. O que existe é a constante tensão da competição. Uma energia extremamente maléfica.

Os sintomas estão aí para provar. Basta analisar as doenças decorrentes do stress, que é esse estado constante de alerta, sem foco, sem finalidade.

Não apenas as corporações exigem dos seus profissionais uma atitude agressiva, competitiva e “dominadora”. Mas também entre os empreendedores e profissionais liberais, o que se espera é que eles abracem o mundo, que não tenham medo de empreender, de se jogar e abraçar seus sonhos, custe o que custar. E para isso eles precisam dar seu sangue e manter o nível de adrenalina lá em cima.

Voltando à equação 80% preparo e 20% competição. O que envolve o preparo deste atleta, além do óbvio, que é ter uma boa nutrição, boas horas de sono, descanso e técnica? Se conhecer profundamente, conhecer seus limites, suas deficiências. Para que no momento da competição ele possa superar a si mesmo. A competição, quando acontece, é o momento de maior intimidade do atleta com a sua própria sombra.

Assistindo um documentário antigo do Ayrton Senna, ele descreveu seu início de carreira, quando descobriu que era péssimo pilotando na chuva. Ele tentou entender quais eram os possíveis problemas técnicos, como pneu, carro, mecânica. E quando percebeu que não havia nada de errado com o carro, mas ele mesmo era o problema, tomou a atitude de treinar sempre que pudesse na chuva, enfrentando todos os seus medos, até que se tornou o melhor piloto de todos os tempos, especialmente quando chovia. Ou seja, o Ayrton continua sendo um dos maiores exemplos de coerência, foco, determinação e preparo.

Essa “Síndrome da Largada”* tenta resumir a infelicidade, a insatisfação, a angústia em que vive a nossa sociedade. Uma sociedade sem tempo para desfrutar da vida, sem a qualidade da gratidão, pois nada é bom o suficiente. A gratidão atrai abundância, paz e a capacidade de ver beleza e aprendizado em cada momento da vida. A Síndrome da Largada traz exaustão, desânimo e frustração. Sem tempo para se refazer, o indivíduo não admite suas derrotas nem se permite tempo para curar suas feridas, não consegue dizer “não”, não consegue ter prazer, pois está sempre correndo atrás do prejuízo. Não só financeiro, mas pessoal, como se ele não fosse bom o suficiente, se comparando e se diminuindo. Acha esse mundo competitivo uma grande ilusão, mas não pode admitir fracasso e continua tentando até cair.

Espiritual e energeticamente, esse ser humano está vivendo dentro de uma Matriz de Controle (entre tantas que existem), que sustenta diversos setores. Esse indivíduo não só trabalha mais, como consome mais, portanto, se endivida mais. Ele está sempre com algum tipo de dor e consome ansiolíticos, analgésicos e relaxantes musculares, quando não ingere drogas mais pesadas. Isso quando não desenvolve algum distúrbio alimentar e outros problemas mais sérios. Pronto, já está feito o cenário. O restante, cada um consegue imaginar. As formas-pensamento e sentimento que esse indivíduo produz são de angústia, medo, culpa, atraindo o mesmo nível vibracional e energético, o afastando de sua espiritualidade.

Enquanto que o ser humano que reconhece sua espiritualidade, respeita sua conexão divina e não permite ser manipulado e usado a este ponto.

A recomendação aqui é para que você faça uma reflexão sobre quanto do seu tempo e atenção você gasta com você. Com seu preparo energético, físico, espiritual. Quanto tempo você dedica à cura de suas feridas e à compreensão dos seus caminhos. É natural que cada um viva fases mais conturbadas, mas quem é consciente sabe perceber o momento de parar, de refletir, de pedir ajuda.

E aí você pode questionar: “então eu tenho que largar tudo para ser feliz? Ou permitir que outro tome meu lugar? Vou viver de brisa? ”

É obvio que não. Mas quando compreendemos nossos limites e estabelecemos prioridades, mudamos nossa vibração e atraímos paulatinamente situações e pessoas que pensam diferente desse mundo canibal. Têm o foco em qualidade de vida, demonstram respeito à individualidade e trabalham através da cooperação. Existem corporações que têm mudado sua maneira de tratar seus funcionários e tem surgido um movimento em todo o mundo que busca produtividade através do uso do tempo e de recursos de maneira mais consciente.

Mas em linhas gerais, não fomos criados neste mundo para completar os ciclos, viver de acordo com a Natureza e desfrutar. Estamos presos numa matriz ou looping, que nos faz trabalhar, consumir, aceitar, se conformar. Enquanto nos sentirmos incompletos, devedores, seremos subjugados. Muitas vezes por padrões auto impostos de sucesso e felicidade, competindo contra uma cortina de fumaça… pura ilusão.

A *Síndrome da Largada (é um termo inventado, uma liberdade criativa), tem a ver com um looping existencial de conformidade e ansiedade, onde o ser humano não se permite completar os ciclos. Não sabe esperar, não aceita as perdas e os recomeços, incentivado por um meio virtual e pela tecnologia imediatista e ilusória. Não se conhece e não conhece o mundo, por isso não entende que tudo tem seu tempo, seu fluxo natural. Vive na superficialidade e em total desarmonia, desconectado de sua Consciência Superior ou seu poder cocriacional.

O primeiro passo para a mudança é o reconhecimento. É não fazer de conta que o mundo é assim mesmo.

De verdade, o mundo não vai mudar. Só quem tem que mudar é você.

Você pode assistir o vídeo do Ayrton Senna no link abaixo, um exemplo real de quem viveu além da superficialidade deste mundo e até hoje é imbatível em suas qualidades como piloto e ser humano:

Video Ayrton Senna

Fonte: https://www.facebook.com/AyrtonsennadobrasilHeroi/

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⇒ Atendimentos presenciais com Marcelo Souza ou Eliana Rocca. Entre em contato.

♥ Gostou do texto? Fique à vontade para compartilhar. Desde que você seja bacana e cite a fonte e autoria de Eliana Rocca. Obrigada!

 

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