CULPA OU PERDÃO? É VOCÊ QUEM ESCOLHE

Vamos falar sobre a urgência do perdão?

Para se entender a necessidade do perdão, precisamos entender seu maior opositor: a culpa.

Sem entrar em convicções religiosas, a ideia do pecado – que deu origem às maiores culpas da humanidade – por si é contraditória, sendo que o pecado original é relatado no Velho Testamento mas no próprio Judaísmo este conceito não é aceito. Desta maneira, diversos conceitos foram implantados depois de 3 a 4 séculos após a morte de Jesus, para criar o controle das massas e favorecer uma minoria. A culpa ancestral, o tal pecado original, na verdade, tem origem na separação do ser humano de sua própria divindade, de seu direito à reconexão com sua partícula criadora. E isso aconteceu antes mesmo da existência do planeta Terra. A história do “pecado original” pregada por tantas religiões é apenas uma repetição de padrões de outros mundos.

Para que possamos quebrar esses padrões, é importante que cada um reflita sobre a ideia do pecado e da culpa e o quanto ela nos enfraquece enquanto alma. Nossa alma é muito mais antiga e sábia do que querem que acreditemos. E por uma série de manipulações, perdemos a memória e a conexão com nossa mestria.

As disputas ancestrais que se repetem vida após vida que têm como base a culpa estão estampadas no dia-a-dia de maneira real. Você já se perguntou quais são os frutos dessa culpa que carregamos por séculos, na ilusão de um dia pagar uma dívida que não tem fim? Muitas vezes inconscientemente, recriamos situações que há muito tempo já deveriam ter sido deixadas no passado, reforçando laços cármicos ao invés de quebrá-los. Abaixo alguns sentimentos derivados da culpa, que criam uma vida totalmente desarmônica:

– Rejeição – um sentimento que enfraquece nosso caráter, pois quem se sente sempre rejeitado acaba fugindo de suas responsabilidades, pois afinal, de que adianta se dedicar, fazer o bem, amar, demonstrar carinho, se o resultado é sempre a rejeição?

– Abandono – quem se sente abandonado vai desenvolver algum tipo de dependência. Pelo medo e pela culpa, acaba criando vínculos não pelo amor, mas pela dor, pena, dó. Dependência emocional, física, mental de todo tipo de relacionamento e situações, para que não se veja sozinho. Não se valoriza nem tem prazer em ficar só. Portanto, não conhece suas potencialidades. Muitas vezes se humilha, se torturando, para que assim tenha a atenção que tanto deseja.

– Traição – a culpa gera muitas vezes a fraqueza de caráter, pois para não admitir sua verdade interior, mente para o outro e para si mesmo, ao ponto de trair suas próprias convicções. Gerando ainda mais culpa e um ciclo interminável de dívidas cármicas.

– Rancor – por ter sido traído, abandonado, deixado para trás ou desvalorizado, o indivíduo desenvolve uma mágoa tão profunda, que o conecta a níveis umbralinos de tristeza e sofrimento.

– Ilusão – o ser humano que vive com culpa acaba desenvolvendo uma realidade destorcida, criando situações onde terá que “pagar” algo sempre, mesmo que inconscientemente. Por exemplo: assumindo relacionamentos improdutivos, comprando problemas alheios, querendo ajudar o outro a qualquer custo. Sua vida não caminha pois se sente sempre em dívida.

Cada um de nós carrega uma carga enorme de contratos baseados nesta culpa ancestral que se baseia no pecado, na fraqueza, na impureza, na indignidade da raça humana e na submissão imposta pelos “deuses. A história religiosa dos últimos séculos baseou todo o seu poder justamente no controle da humanidade e enriqueceu com a ideia do pecado.

Só que a espiritualidade em suas diversas formas e fontes tem nos mostrado justamente o oposto. A verdade da nossa Criação e herança real como cocriadores de nossa realidade e de nosso futuro além deste planeta.

Por isso, se você está buscando sua evolução pessoal e espiritual e sua reconexão com seus níveis mais elevados de consciência precisa compreender a vital importância do perdão em sua vida. Começando a se perdoar primeiramente, compreendendo que somos parte de toda a Criação, sem qualquer desmerecimento.  Mas ao contrário, valorizando o propósito de sua alma e não desperdiçando sua vida.

Abrace sua unificação e sua origem cósmica, ancestral, sua espiritualidade que não tem dono, não tem dívida. Muitos laços foram impostos e muitos foram sugestionados inconscientemente, como no experimento onde desenharam com uma caneta um círculo em volta de uma formiga, fazendo com que ela não conseguisse mais caminhar. E a culpa faz justamente isso: nos prende num círculo vicioso holográfico, ou seja, ilusório.

Perdoar a si mesmo é o passo mais importante em direção à uma vida harmônica. E fundamental para a ascensão a patamares elevados de consciência.

Quem sofre pela culpa, seja através do autoflagelo ou acreditando que é vítima de algo, está permanentemente ligado a uma rede que suga sua energia, sua vontade própria e seu prazer de viver.

O perdão é fundamental para compreender que seus atos, pensamentos e sentimentos afetam todos à sua volta. E não só isso. Ao perdoar verdadeiramente a si próprio, seus ancestrais e a todos os que julga que lhe fizeram mal, você automaticamente liberta um número infinito de seres, obsessores e entidades sofredoras desse contrato de sofrimento. Ou seja, o ato de perdoar é cósmico!

Entenda sua responsabilidade quando muitas vezes você diz “juro que nunca irei esquecer o mal que me fizeram”, ou “um dia fulano irá pagar por tudo o que fez”. Sempre que você profere uma maldição ou juramento contra alguém, está estabelecendo um laço cármico onde você será o maior interessado, pois é o foco desse juramento. Ou seja, ficarão presos neste contrato você, o objeto de sua raiva e não só isso. Todos os que vibram na mesma energia de rancor e mágoa alimentam essa rede de sentimentos, fazendo com que você se mantenha neste nível baixo de vibração e energia densa.

E se você desencarnar nesta vibração, certamente irá viver a realidade criada por seus próprios sentimentos de raiva, vingança, frustração, atuando provavelmente como obsessor daquele(s) que um dia você julgou ser seu opositor. Ficando preso aos níveis umbralinos do planeta por um tempo indefinido.

Por outro lado, o sentimento de culpa por ter feito algum mal a alguém é tão destruidor quanto o seu oposto. De nada adianta culpar-se. A culpa nunca vai modificar o passado, mas vai tirar a chance de você viver seu presente com plenitude. Todos erramos, humanos e deuses e o maior aprendizado é a compreensão dessas experiências. Assumir suas responsabilidades e lidar com as perdas faz parte da vida. Tanto para quem causou algum dano, como quem sofreu com isso.

Afinal, nessa grande rede encarnacional certamente já sofremos e já fizemos sofrer dezenas de vezes. Não está na hora de romper com esse círculo vicioso que só leva ao fundo do poço? Todos merecemos perdão, pois não nos cabe julgar tendo uma visão limitada e momentânea nesta realidade em 3D.

Já passou o tempo de remoer-se de culpa e culpar quem quer que seja. Já somos crescidinhos como humanidade e não dá mais para ficarmos esperando por justiceiros ou super-herois. Somos nossos próprios algozes e também nossos salvadores. A escolha é de cada um.

 

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