O QUE SIGNIFICA SAIR DA DUALIDADE?

Que tal refletir hoje sobre DUALIDADE?

Nunca se falou tanto em “sair da dualidade” como nos últimos tempos, mas será que compreendemos o que isso significa? Dualidade não é sinônimo de algo negativo, mas tem sido usado como tal. É comum vermos a frase “sair da dualidade” como sinônimo de iluminação espiritual. Entre tantos outros termos utilizados de maneira indevida, este é apenas mais um.

Para tentar esclarecer essa questão, vamos inicialmente fazer uma viagem rápida, dos níveis mais sutis de consciência, até o momento atual. Imagine-se não com o corpo físico que você possui hoje, mas como uma consciência ilimitada, pura energia. Mas o que contém, o que delimita essa consciência?

Fazendo uma analogia, imagine que essa consciência é um grande banco de dados cósmico, hospedado numa nuvem universal. Esse banco de dados, para poder se expandir precisa adquirir novas experiências, impossíveis neste ambiente cósmico-sutil de pura energia. E para isso, precisa se desdobrar, ou se deslocar para níveis mais densos, ou físicos. Pois neste mundo virtual ou cósmico, o que existe é apenas informação.

E para que essa grande consciência possa adquirir experiências para alimentar seu banco de dados é necessário utilizar diferentes hardwares conectados, ou corpos, atuando em diferentes densidades para vivenciar estas novas experiências. Não apenas corpos físicos como conhecemos, mas corpos sutis e etéricos, que também podem ser considerados corpos físicos, de acordo com a densidade/dimensão de referência.

E nessa busca por experiências, acabamos chegando a um mundo dual que conhecemos como Planeta Terra. Ambiente perfeito para adquirir experiências e um dia retornar para a Fonte, ou para o grande servidor central.

Desde pequenos tivemos que conviver com a dualidade. Com o dia e a noite, o macho e a fêmea, o frio e o calor, o micro e o macro, o Sol e a Lua, a luz e a escuridão. Amor e ódio. Vida e morte. Enquanto a gente estiver ocupando um corpo físico neste planeta, estaremos fatal e irremediavelmente presos à dualidade. Pois dualidade é o estado natural da vida. O maior problema é quando escolhemos a polaridade, como “qual lado amar” ou “qual lado odiar”.

Nesse frenesi esotérico em busca da Luz, seja por medo da morte, culpa e contratos religiosos, muitos ignoram suas sombras, criando uma fantasia de seres de luz, que não passa de fantasia.

Imagine se um compositor se recusasse a usar os tons graves e compusesse melodias apenas utilizando agudos… que tormento! O que constrói a harmonia é a combinação entre o grave e o agudo, semi-tons e dissonâncias. O que faz um bom artista plástico, é sua habilidade em criar formas utilizando as cores em todos os seus tons. Matizes, luz e sombra em harmonia.

O que faz deste mundo uma experiência digna de ser vivida é o aprendizado entre os opostos, a compreensão de que nossa natureza humana é dual e foi justamente para isso que viemos de estrelas e mundos distantes. Não para fugirmos da dualidade, mas para aprendermos com ela, reunindo essas experiências como parte fundamental deste banco de dados cósmico.

Então, se você se considera um buscador da Luz, um guerreiro da Luz, repense seus conceitos, antes que fique cego pela própria ilusão. De verdade, deveríamos ser os buscadores da harmonia, do caminho do meio. Buscador de sua própria luz a partir da apreciação e compreensão de sua sombra.

Veja que interessante: a luz é uma onda eletromagnética, que possui intensidade, frequência e polarização. No caso específico da luz, a intensidade se identifica com o brilho e a frequência com a cor. É importante compreender também a dualidade da luz, uma onda-partícula. Característica da luz como fenômeno físico, ela possui propriedades de onda e partículas, sendo válidas ambas as teorias sobre sua natureza. Portanto, mesmo sendo um guerreiro da Luz, saiba que ela também não escapa da dualidade. Não neste planeta e nesta realidade.

Então, ao invés de desejar sair da dualidade, busque sua compreensão sobre os aspectos que nos fazem humanos, para que através do conhecimento, da experiência e Consciência, você saiba escolher as experiências que sua alma planejou ou desejou.

Os aspectos destrutivos da dualidade se mostram quando perdemos a referência do que é harmônico, natural e justo. O Caminho do Meio. O que transforma a dualidade em negatividade é a mente humana em sua tentativa de dominar as forças naturais, sua incapacidade de processar a verdade e interagir em ambientes hostis ou com ideias contrárias às suas expectativas momentâneas. Daí surgem os extremos, os excessos, o desequilíbrio. Que pode ser passageiro, ou não. Depende de como cada um lida com os obstáculos e frustrações.

Infelizmente, justamente por não saber lidar com a dualidade, nós, como humanidade, temos criado quadros monótonos e sinfonias terrivelmente desafinadas.

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