MISSÃO DO CORPO X MISSÃO DE ALMA

Muitos trocaram a palavra “missão” por “propósito” por soar mais ameno e menos ameaçador, mas no fundo, cada um ainda se sente obrigado a identificar e alcançar uma “tal” missão de vida.

O problema não está no termo utilizado, mas no sentimento que o acompanha. Uma sensação de vazio e culpa por não estar fazendo o que deveria ou poderia e medo de estar chegando ao fim da vida sem ter feito seja-lá-o-que-você-veio-fazer-aqui.

Então, para ajudar a compreender este vazio, precisamos separar essa “missão de vida” em dois pilares fundamentais: Separe o “corpo” e a “alma” – apenas conceitualmente.

Talvez você não tenha se dado conta que o corpo e a alma podem ter objetivos diferentes e em vários momentos, podem ser conflitantes. E é este entendimento que irá ajudar a separar o que é ilusão, o que é condicionamento e o que faz efetivamente parte dos registros da alma.

Primeiro, alma é energia, é Luz. E como energia, carrega informação.

Informação de experiências vividas em outros planos, corpos, raças, planetas e sistemas. Carregando também a codificação do seu Eu Sou, Mônada e Supra Mônada. Ou seja, de sua origem ou Fonte Primordial. E consequentemente, do objetivo original traçado quando começou a se desdobrar em almas para ter experiências na matéria.

Só que ter acesso a essas informações é algo muitíssimo raro, especialmente na atualidade, porque vivemos num planeta projetado para desligar os seres humanos de sua origem primordial.

Então, adquirir a consciência sobre o projeto ou propósito da alma é como achar uma agulha no palheiro, especialmente porque a grande maioria de nós foi desviado de seu caminho quando começou a encarnar no planeta Terra. Ficamos presos devido a uma série de fatores, mas o que mais tem influência é o ciclo encarnacional que nos obriga através das crenças a encarnar indefinidamente neste mesmo planeta, repetindo os mesmos padrões. E a cada encarnação só acumulamos dívidas, como um cartão de crédito que nos cobra juros exponenciais, sem a menor chance de pagamento.

Infelizmente a humanidade exalta o sofrimento como meio de limpar ou saldar essas dívidas, reforçando ainda mais contratos de submissão e escravidão. Deixando os seres humanos ainda mais presos à roda de Samsara que há muito perdeu o sentido. A gente já falou sobre isso aqui.

Resumindo: conscientemente, a grande maioria dos humanos não tem a menor noção do que a alma veio executar neste planeta. Mas está tudo certo, porque existe muito trabalho a ser feito, uma vez que você entenda esse mecanismo…

Vamos agora olhar para o corpo biológico, que carrega uma pequena fração de informação da alma, sendo que a maior parte desses registros vêm dos ancestrais e do meio onde vivemos. Imagine um computador com vários anos de uso e vários usuários, diversos diretórios com infinitos arquivos. Apenas um número ridiculamente pequeno de arquivos pode ser considerado original “de fábrica”. Todo o restante, incluindo programas, aplicativos, rotinas e vírus foram instalados posteriormente. Tudo isso é a somatória do histórico de suas vidas passadas que reforçam contratos e situações traumáticas, por exemplo. Além do condicionamento criado nesta vida, pela educação imposta, influências religiosas, expectativas dos pais, amigos, parentes. Incluindo também a codificação genética recebida dos pais, avós, etc.

Por isso, quanto maior for o número de encarnações, maior a probabilidade de desconexão com o propósito original da alma.

alma originalmente não tem corpo, nem raça, mas assume uma determinada forma de acordo com a experiência a ser vivida. Ou seja, a alma não é humana nem se resume à experiência na Terra. Quando encarnamos dezenas ou, como a maioria da humanidade, centenas de vezes nesta mesma configuração, adquirimos muito mais os condicionamentos e objetivos exclusivos do sistema humano e de sua matriz.

Por isso, inicialmente, é fundamental avaliar os fatores ligados ao histórico do corpo quando quiser estabelecer seu propósito ou missão de vida. Tente classificar o quanto do que você acredita ser SUA missão é formado pela vontade, opinião, imposição de outras pessoas, instituições ou programas. Ou seja, é melhor começar este exercício utilizando o sistema de eliminação. Anote: “isto NÃO FAZ PARTE minha missão…”.

Acredite, este exercício já terá um efeito poderoso e será muito útil na caminhada pela missão ou propósito de sua alma.

Outro ponto primordial é compreender a influência religiosa sobre sua missão de vida. Muitos, mesmo sem uma religião formal, ainda são influenciados pela culpa e por contratos de submissão religiosa. Acreditando que sua missão foi estabelecida por uma consciência superior, ou que missão envolve obrigatoriamente o ato de “servir” alguém. O que por princípio é um erro, pois tudo o que tem a ver com submissão ou subserviência significará dependência e aprovação desta suposta consciência. 

A missão tem a ver com o que sua alma planejou experimentar. Ou seja, é uma experiência individual na busca da sua completude (= qualidade, estado ou propriedade do que é completo, perfeito, acabado).

Quebrar com dogmas provavelmente é o mais difícil (ou até impossível), porque a maior parte da humanidade acredita ser muito mais confortável seguir uma multidão e fazer parte de um rebanho, do que caminhar com as próprias pernas seguindo unicamente sua intuição e sua conexão de alma.

Vivemos dentro de um programa, que tantos chamam de matriz de controle. E para encontrar sua missão é fundamental inicialmente se distanciar/desconectar dessa matriz, ou você estará vivendo a missão de um grupo, instituição ou de algum “mestre” exterior. Se essa escolha for consciente, isso fará parte provavelmente da missão do corpo, que é temporária e mutável. Mas não necessariamente será sua missão de alma. Por exemplo: seguir mestres, sacerdotes ou gurus, escolher participar de algum grupo ou instituição e se dedicar a colaborar com alguma causa. Estas deveriam ser escolhas conscientes e não recursos para aplacar alguma culpa ancestral, buscar aceitação ou para barganhar com a espiritualidade. Essas “missões” têm uma grande chance de algum dia terminar em decepção.

Descobrir sua missão é se projetar para além do corpo físico, do ego, dos condicionamentos. É observar e aceitar sua sombra, para poder finalmente deixar sua própria luz brilhar. Parece clichê, mas fazendo uma analogia, o gradiente de luz deste planeta é tão baixo, que não é mais possível identificar os contornos do que é sombra e do que é luz. É preciso sair dessa matriz, elevar-se, trabalhar para que a sua luz aumente e só assim ser capaz de enxergar as sombras. E a partir destes contornos definidos, começar a traçar o seu caminho, se permitindo viver plenamente em conexão com você mesmo na totalidade de sua alma.

Então, se quiser fazer um exercício neste final de ciclo, escreva num caderno o que não te pertence, quais muros você construiu baseado na opinião alheia. E decrete: “Eu não sou o medo. Eu não sou a culpa. Eu não sou….”

E finalmente escreva todas as qualidades que você sabe que possui, para enfrentar os desafios do novo ano: “Eu Sou capaz. Eu Sou forte. Eu Sou amor. Eu Sou…, Eu Sou Luz!”

Que você encontre seu caminho, sua paz, sua verdade!

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