Ser absolutamente livre – por Krishnamurti

Ser totalmente livre

Este texto é de autoria de Jiddu Krishnamurti, que nunca aceitou o título de mestre. Ser livre dos dogmas, dos preconceitos, dos rituais não é fácil. Mas essencial para quem deseja entender o real sentido da Vida. A vida acontece em todos os níveis além da materialidade. E sem liberdade para questionar, para pensar e para escolher, não há vida. Há apenas ilusão.

O homem sempre buscou alguma coisa além da existência física. Ele sempre procurou, pediu, sofreu, se torturou, para descobrir se existe alguma coisa que não está no tempo, que não está no pensamento, que não é crença ou fé. Para descobrir isso a pessoa deve ser absolutamente livre, porque se você está ancorado numa forma particular de crença, essa própria crença vai impedir a investigação dentro do que é eterno – se existe tal coisa como eternidade que está além de todo o tempo, além de toda medida. Então a pessoa tem que ser livre – se a pessoa é séria na investigação de o que é religião – a pessoa tem que estar livre de todas as coisas que o pensamento inventou a respeito daquilo que é considerado religioso. Isto é, todas as coisas que o hinduísmo, por exemplo, inventou, com suas superstições, suas crenças, suas imagens e sua antiga literatura tal como o Upanixade – a pessoa tem que estar livre de tudo isso. Se ela está apegada a tudo isso então é impossível, naturalmente, descobrir aquilo que é original. Você compreende o problema? Se minha mente, meu cérebro está condicionado por superstições hindus, crenças, dogmas e idolatria, com toda a antiga tradição, então ela está ancorada a isso e não pode se mover, não está livre. Do mesmo modo, a pessoa deve estar totalmente livre de todas as invenções do pensamento, os rituais, dogmas, crenças, símbolos, salvadores e assim por diante do cristianismo. Isso pode ser bem mais difícil, está ficando mais perto de casa. Mas todas as religiões, seja cristã, muçulmana, hindu, budista, são o movimento do pensamento continuado através do tempo, através da literatura, dos símbolos, das coisas feitas pela mão ou pela mente – e tudo isso é considerado religioso no mundo moderno. Para o orador isso não é religioso. Para o orador isto é uma forma de ilusão, confortadora, satisfatória, romântica, sentimental, mas não real.

 

Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20120910.php?t=Freedom

 

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