HUMANOS HACKEÁVEIS

HUMANOS HACKEÁVEIS OU PODEMOS CONSIDERAR QUE JÁ FOMOS TODOS HACKEADOS?

Nós nos formamos, nos preparamos para servir, para cumprir papeis como profissionais, pais, mães, cônjuges, sempre buscando maneiras de colaborar com o mundo em que vivemos. Não só de colaborar, obviamente, mas através de nossos talentos e nosso tempo, obtermos também os recursos financeiros necessários para sobrevivência e bem estar, estabelecendo assim uma relação de troca, de interação com o meio e com os outros.

Porém, a pergunta que mais nos aflige é “o que eu vim fazer aqui… qual o meu propósito?”

Sempre que possível fugimos daquilo que nos causa desconforto e apreensão e ficamos aliviados sempre que alguém ou algo nos auxilia nas decisões que precisamos tomar, nos dirigindo e nos orientando. Até recentemente a humanidade tinha as religiões, os sacerdotes, os oráculos. Ou mesmo a família, que em cenários mais antigos traçava o futuro do indivíduo, determinando sua profissão, com quem deveria se casar, onde morar e como dar continuidade ao legado familiar.

E se num futuro próximo uma grande parte da sociedade perdesse a “serventia”, o propósito, simplesmente porque perdeu a capacidade de interagir com o meio em que vive? Atualmente temos o Google e redes sociais que sabem sobre nós muito mais do que nós mesmos e controlam através de algoritmos nossas preferências, nossa maneira de pensar, agir. Controlam nossos hábitos, nossas atividades, nossas lutas e ideologias, medem e controlam nosso tempo. E o objetivo da tecnologia em suas infinitas aplicações é diminuir ao máximo qualquer frustração, qualquer tentativa de erro e acerto, impedindo que tenhamos que enfrentar nossas fraquezas e desenvolver talentos.

Neste vídeo Yuval Harari explica de maneira didática como os algoritmos determinam nossas escolhas, eliminando ao longo do tempo qualquer possibilidade do ser humano de se conhecer. Se o indivíduo não se conhece, não saberá identificar o que o agrada, ou o que não o agrada. Perdendo a capacidade de desejar, de determinar objetivos e lutar por quem realmente quer se tornar. Ou ainda pior, perdendo a noção de seu próprio valor como ser humano.

Chegamos numa encruzilhada entre a ética e as finanças e já sabemos para onde a humanidade vai se dirigir. A tecnologia e os algoritmos já substituem infinitas atividades humanas e a tendência é que tenhamos que nos reinventar várias vezes durante a vida, buscando por novos aprendizados e meios de sobrevivência, pois as profissões como conhecemos hoje não mais existirão.

O vídeo a seguir deveria ser utilizado como tema para discussão nas escolas e lares, como um exercício de autoanálise e observação da sociedade, prestando atenção a temas que até a atualidade eram vistos como alternativos. A importância da espiritualidade consciente, do despertar da consciência, do autoconhecimento. Temas e habilidades como meditação, autocontrole, força interior serão tão fundamentais como a água e o alimento são para o corpo, para manter o indivíduo saudável mental, emocional e espiritualmente.

(ligue as legendas automáticas)

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